REFORMA TRIBUTÁRIA · PLANEJAMENTO EMPRESARIAL

Sua empresa está preparada para a Reforma Tributária?

Antecipe a análise de preços, margens, fluxo de caixa e sistemas para planejar a transição com a contabilidade.

Publicado em 16 de outubro de 2026 · BGM Contabilidade

A preparação começa pelos dados da empresa

A Reforma Tributária do Consumo exige acompanhamento da legislação e revisão das rotinas fiscais. O efeito em cada negócio depende de suas atividades, operações, regime tributário e perfil de clientes e fornecedores.

Para a BGM, o primeiro passo é reunir informações confiáveis e transformar essas informações em cenários de decisão. Uma estimativa genérica de alíquota, isoladamente, não demonstra o impacto real no resultado da empresa.

Quatro pontos para revisar com a BGM

  1. Preços e margens. Compare receitas, custos, despesas e tributos por atividade ou grupo de produtos. Simule o efeito nos preços e na margem antes de alterar a tabela comercial.
  2. Capital de giro. Organize os prazos de recebimento, pagamentos a fornecedores, folha e tributos. Avalie também os possíveis efeitos do split payment, conforme sua implantação e as regras aplicáveis à operação.
  3. Créditos tributários. Identifique quais aquisições podem gerar crédito, os requisitos para aproveitamento e os documentos necessários. Não considere automaticamente todas as despesas como crédito recuperável.
  4. Sistemas e cadastros. Revise produtos, serviços e classificações fiscais; confira com o fornecedor do sistema os campos de IBS, CBS e cClassTrib, conforme as notas técnicas e os cronogramas oficiais aplicáveis.

Marcos gerais da transição

PeríodoO que acompanhar
2026Ano de teste: CBS de 0,9% e IBS de 0,1%, com dispensa de recolhimento condicionada ao cumprimento das obrigações acessórias previstas na legislação.
2027 e 2028Cobrança da CBS, extinção do PIS/Cofins e início do Imposto Seletivo. O IPI tem alíquotas reduzidas a zero, preservadas as exceções relacionadas à Zona Franca de Manaus.
2029 a 2032Substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS.
2033Conclusão da transição geral para o novo modelo de tributação do consumo.

Síntese do cronograma da Receita Federal. O tratamento de cada operação e regime deve ser conferido na legislação e nos atos complementares.

E as empresas do Simples Nacional?

A decisão sobre a forma de recolher IBS e CBS merece análise específica. Compare os reflexos comerciais, financeiros e operacionais considerando vendas para pessoas físicas ou empresas, compras que possam gerar crédito e custos de cumprimento das obrigações.

A opção pelo regime regular desses tributos não deve ser feita apenas porque outra empresa adotou esse caminho. Solicite uma simulação individual e confira os prazos oficiais antes de formalizar a escolha.

O que separar para iniciar a análise

  • Faturamento dos últimos 12 meses, separado por atividade;
  • Relação de produtos e serviços com o cadastro fiscal atual;
  • Notas fiscais de compras e vendas e respectivos arquivos;
  • Folha, pró-labore, despesas e contratos relevantes;
  • Prazos médios de recebimentos e pagamentos;
  • Informação sobre regime tributário e sistemas utilizados.

Com esse material, é possível priorizar ajustes e montar cenários para a empresa avaliar com a equipe contábil.

Planejamento em atualização: os resultados das simulações dependem dos dados fornecidos e das regras vigentes. Regulamentos, notas técnicas e cronogramas podem ser ajustados. Revise as conclusões antes de tomar decisões ou alterar a emissão fiscal.

Fontes oficiais para acompanhamento

Receita Federal — entenda a Reforma Tributária do Consumo ↗

Receita Federal — orientações e cronogramas ↗

Conteúdo informativo preparado a partir da referência enviada e das orientações oficiais consultadas em 16/10/2026.

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